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Gritos em silêncio





Dói tanto quando ouço você dizer que não me ama.

Ver você não fazer nada perante meus gritos de desespero. Meus gritos pessimistas meus gritos de tanta dor, gritos que vão sem ao menos sentir que doem... Seriam mesmo apenas gritos silenciosos ou gemidos que invadem o ambiente sem serem ouvidos, apenas podendo ser sentidos, estas lagrimas que encharcam o chão não seriam de alegria e sim de dor, e você nem ao menos percebe minha angustia e agonia, poderia agonizar agora prestes a morrer, você nem iria perceber, meus gritos angustiantes não fazem mais sentido para você.

Sentido, sentido este que nunca se teve. Gritar durante dias durante horas, implorando para estar rouca, ou será mesmo que imploro para emitir um som que te faça me ouvir gritar seu nome? Seriam gritos clamando por uma morte ao menos silenciosa. Quero gritar tudo que sinto, gritar toda a tristeza que estou sentindo, são apenas gritos. Seriam então gritos muito mais além de pedido de morte, gritos que agonizam de desespero, mas desejam estar vivos... E meu coração estaria mesmo de luto por mortes de quem nem cheguei a conhecer. Coração gélido como a neve que não dá sinais de batidas. E mesmo assim aprendi a sorrir falsamente, com essa vontade de dizer algo, e dizer gritando, e mesmo assim não dizer, mas gritar chorando. O que será de mim, mesmo quando grito não pode me ouvir, e agora que necessito que escute meus pedidos calados de socorro, não é possível que meus gritos sejam mudos.  Viver torturando a mim mesma, e meu coração que já se cansou de tanto sofrer em vão em pró de alguém que não merece gritos ou pedidos. E meus suspiros estes você pode ouvir? Suspiros não de amores mais de dores que já queimam a mim mesma, eu só paro de gritar quando estiver rouca, rouca, mas satisfeita... Dolorida, porém não mais angustiada. Gritos loucamente emudecidos, pela vida que não dá escolhas apenas coisas sórdidas...

Tirei a idéia do Blog Insossa da postagem Gritos silenciosos (-se não me engano), Potagem de Scarlet




Só recorre aos gritos quem não triunfa com a razão. GRITE?

Voz do coração..



E se eu gritasse o mais alto que eu pudesse?
-Tem alguém ai?
Simplesmente posso ouvir o eco da minha voz, ficando mais distante de onde se encontra a “civilização”... Será que eu posso gritar mais alto que isso?
- Oi alguém pode me ouvir? Alguém?
Novamente um eco, porém este demorou mais para distanciar-se... Uma voz isolada, porém notável nessa imensidão de vazio, onde corações já não se encontram batendo.
- Oi...
Desta vez, faltou força, pois nem pude notar o eco...
- Alguém?
Agora sei o que é sedentarismo, talvez tenha algo haver com a falta de força nos pulmões.
Pela ultima vez sem forças, gritarei para que a lua possa me ouvir...
- Eu preciso de amor...
Talvez eu tenha gritado a frase errada, mas foi à única coisa que senti vontade de gritar, já que sei que ninguém ouviria...
E agora a chuva que já não demorou a cair, lava minha alma, e aumenta a rouquidão da minha voz. Talvez se eu gritar de novo... Desistir nunca foi mesmo o meu lema.
- Eu quero ser eterna...
E mais uma vez meu coração falou, esse rebelde... Agora diz o que já deveria ter dito... Ao invés de esperar que o olhar solicita-se para dizer tais palavras...
Coração doentio de tanto amor. Odeio amar assim, sem desejar nada em troca, isso sim é gostar de alguém... Amar sem aprisionar...
E agora essa a chuva me força a pensar e o silêncio é inspirador... E agora as lagrimas inevitáveis, rebeldes lagrimas também teimam a cair por menos que eu as queira derrubar, elas caem sem ao menos me consultar. E agora as gotas de chuva que caem mais forte querem calar-me. Os ruídos? Não ouço bem por conta de água que entrou em meus ouvidos, os sentidos que me restam são poucos agora! E mesmo assim prefiro estar fora de uma redoma de vidro, onde não chove e não neva, onde não há sol, nem beleza, e nada de natureza, onde Deus já não se desfaz em lagrimas e não me ilumina com Sorrisos.
- Eu te amei...
E agora essa meu coração quer pular pela boca, ele só diz o que ele quer dizer, é como se eu estivesse aqui, mas só ele pudesse falar... Agora é tarde mesmo.
Se eu parar mesmo posso escutar meu coração gritando, e derrubando o seu sangue precioso em minhas veias, fartas de amar, Coração mesmo? Ele não é feito de músculos?
- Eu preciso desse amor...
E agora mesmo rouca não paro de gritar. Serei mesmo eu?
- Venha me salvar do vazio em que me encontro, venha me tirar da solidão... Venha fazer parte do meu mundo...
Coração bobo, não sabe que ninguém pode ouvir, mas será mesmo que ele quer que alguém ouça? Ou só quer que eu o escute? HAHA’ bobagem ele nem diz coisa com coisa, apesar de às vezes me sentir solitária só, às vezes. Mania minha essa de ignorar os sentimentos...
Agora toda molhada mesmo, e sem o mínimo de voz necessária para gritar, apenas falo em voz alta... E agora quem é mesmo esse amor? Eu nunca me senti tão vulnerável, será este caso de psiquiatras? Talvez não... Talvez sim, afinal aqui nesta conversa existem milhares de mim e uma história, é talvez seja mesmo bem grave...
- Eu não sou louca, eu não sou infeliz, eu quero ser alguém, eu quero sonhar, eu ainda posso realizar, eu nem sei quem sou... E agora me falta o ar...
Será mesmo que tirou de mim o dom de poder sonhar?  Ou isto seria mesmo um sonho? Sonho do qual não consigo acordar...
- venham me socorrer...
E agora quem pediu ajuda fui eu? Ou foi voz do coração?
Voz do coração está que até agora só falará de amor. E agora serei eu condenada a viver de imaginação? Não seria melhor viver a vida do que imaginá-la?
Condenada? Por não estar atenta as vitórias que recebi...
- Alguém, Por favor...
Só mexo os lábios, e me encontro em desespero, sei que não fui boa menina, mas não quero viver sonhando por ai, sonhando que meu coração está vazio, sem amor, amigos ou afetos... E que ele ao perceber isto, se joga de cabeça e tenta suicídio, ou deveria dizer homicídio afinal ele tentou matar o outro eu!
E isso tudo se tornou algo complexo demais para ser entendido!
- Não quero viver trancada neste sonho, morda-me, chute-me, bata-me, mas acorde-me...
  E agora quem clamou por isto fui mesmo eu? Sim foi sim, tenho coisas a fazer, sonhos a realizar, promessas a cumprir e outras tantas a fazer, vidas para construir e talvez algumas para destruir.
- Não me deixem perecer, morrer de tanto chorar... Já não posso mais implorar.
Eu sei que nunca vivi bem, mas é só quando conhecemos o outro lado que sabemos que vivemos bem demais, para abrir a boca e reclamar,
- Não isto não é um sonho, é um pesadelo...
Eu quero acordar, são coisas criadas pela mente... Mente esta que está atordoada demais... Eu posso acordar eu sei que vou viver feliz isto é um pesadelo... E agora meu coração nem fala comigo. Pelo menos ele ainda bate!
- Acorde...
Um sobre-salto da cama e estou acordada, estou assustada e suada, este foi o pior encontro da minha vida (‘ou seria dos meus sonhos? ’) eu meu coração e aquelas outras vozes, todos juntos...
Espero não voltar a sonhar com isto, acho mesmo que ele só queria me escutar e dizer que eu preciso amar, e ser amada, todo ser humano merece e precisa de amor.  Obrigada escutei você da maneira mais difícil, foi só um sonho... Mas pareceu real... (–Enquanto falava sozinha sua voz embarga, e tenta continuar, mas uma dor de garganta repentina a faz continuar só em mente...).
Eu quero viver mais tempo, eu sei que o que disse foi verdade, mas não tenho vontade de me viver nos braços de outro alguém, porque o único alguém que eu quis de verdade não me quis tanto assim, e durante um tempo eu não liguei e ainda sim o amei, e depois disso o tempo que demorou a passar apagou as melhores e piores lembranças e me fez esquecer das magoas e do amor, mal cuidado... Agora só quero seguir em frente, sem amar ou ser amada, isso era o que pensava até por este sonho ser tocada, eu entendi que devo dar oportunidades e oportunidades me serão dadas. Eu entendi que habita em mim um coração que pode se felicitar quando sentir-se atingido o suficiente para isso. (–Em lagrimas de dor, e rodeada de lembranças, ela cai no sono novamente finalizando com as palavras.). 
-É sim a voz do coração me disse que: Eu sou feliz eu posso ser feliz, me deram essa opção e estou agarrando-a com as duas mãos. Eu nasci chorando e morrei chorando, por amor? Não sei... Sei apenas que devo seguir fingindo que nada aconteceu limpar as lagrimas do rosto e amar de novo, porque alguém que cai levante-se e tenta andar novamente eu que amei, mas não morri de amar devo me levantar e continuar a andar... Porque esse tombo foi fraquinho. E podem vir mais fortes que esse, e com certeza virão, mas este aprendizado valeu a pena e da próxima eu não vou cair de cara, vou colocar as mãos antes disso. E posso quebrá-las, ou machucar-me feio, mas a vida não para, nem a vida nem o tempo. Tempo esse que não está a meu favor, nem que eu quebre todos os relógios, ele não pararia nem por um segundo. Eu sou sonhadora, e quero continuar sonhando, e imaginando, mas acima de tudo quero viver... Viver como um beijo, sendo este o mais intenso que pode me aventurar em coisas, com pessoas, e ser um alguém, não pra outrem, mas para mim que sou muito importante, pois sem mim eu não viveria, e acabaria morrendo de saudade do sopro de vida que me foi concedido mesmo sabendo que eu sofreria, e o que sofreria estaria decidida a Viver para um dia poder morrer, morrer feliz... (risos)


A idéia por acaso veio desta outra postagem A Janela do sol

Mulher Robótica.


Noite fria.
É nesses dias típicos, e monótonos eu senti uma dor, e ela era fria como a neve...
Nesse mesmo momento a chuva começou a cair, lá fora... Olhei pela janela, e a dor que só aumentará me fazia sentir pior, tive então vontade de vestir uma roupa branca, a roupa mais leve que existia em meu guarda roupa... Achei apenas um velho vestido, que mais parecia um corpete em meu corpo, um vestido que havia sido de minha mãe, e mesmo assim ainda era “branco” (ainda). Eu naquela altura do campeonato já não me entendia muito bem, porque a dor já me causará náuseas, então senti vontade de tomar água, dizem que a água é capaz de curar tudo, então assim fiz, a dor que sentia na garganta passou por alguns instantes, pena que foram só instantes, fui até a janela, com pretensão de apenas sentir o vento tocando meu rosto, pena que aquilo não me fez melhorar, pensei então que qualquer pessoa durante aquela noite fria e chuvosa, estaria tomando um achocolatado, e ou assistindo a um filme que passará na televisão naquele momento, em meio de tantas pessoas eu não sabia qual era o meu propósito e nem conseguia me encontrar, então nesse mesmo momento de pensamento frustrado senti vontade de deixar a chuva cair sobre meu corpo. É bem como dizem por ai “A chuva pode lavar uma alma”... Não troquei de roupa, apenas desci as escadas de meu prédio beirando o corrimão, rezando para que ninguém pudesse me ver, sai na portaria, me deparei com o frio daquele lugar, e como a noite estava sombria, vi que não havia lua iluminando o céu... Senti então vontade de voltar para meu quentinho e aconchegante cobertor, mas não fiz, alguma coisa me empurrava para a chuva, senti as primeiras gotas de chuva, depois de algum tempo senti um gosto agridoce na boca, não era chuva eram as minhas lagrimas que já se misturavam a ela. Como sempre eu não me entendia, minha roupa já havia ficado transparente, e naquele momento eu parei de rezar para que ninguém me visse e me veio toda a minha história na mente às coisas que vivi, e o que me fizera descer todos aqueles degraus vestir uma roupa branca, e deixar a chuva me lavar, percebi que tudo isso era a vontade de lavar minha alma, o frio já não estava mais tão gelado naquele momento era como se ele me abrassace, e me desse espaço para chorar, após um tempo em pé... Olhando a chuva procurando a lua, escutando o silêncio, e esperando que minha dor passasse, senti vontade de me ajoelhar, e também deverás, pois pelo que havia percebido estava ali em pé paralisada já havia duas horas. Senti que minha dor só aumentava e aquela portaria, aquele lugar tinha se tornado pequeno para abrigar todas as coisas que sentia, apesar do cansaço e da chuva incessante decidi dar uma volta no quarteirão, o frio já não era nada, comparado a todas as outras coisas que a chuva me fazia sentir, era como uma retrospectiva. Era como se eu não fosse eu mesma, era um transe hipnótico do qual eu não queria acordar, andei durante tempos, e quando me senti cansada o suficientemente para me fazer voltar para casa, eu encontrei um poste, do qual só sairia de perto após tê-lo derrubado... Esmurrei, chutei, dei joelhadas, até não poder sentir meus membros, cai na real eu não conseguiria derrubar o poste, ao invés disso tinha conseguido esfolar as mãos, pés, braços, enfim todos os outros membros.  Sentei-me ali mesmo, na calçada, e gritei até ficar sem voz... E quando me vi rouca, já sem lagrimas, e totalmente machucada senti mais raiva ainda por não saber o que me fazia tão mal... Quebrei todas as regras da vizinhança...  Eu só me lembro de ter gritado por várias vezes, a frase “Porque eu?” Pela primeira vez em minha vida, tinha me dado à oportunidade de expressar cada gota de sentimento que podia existir em alguém, e percebi que não eram bons sentimentos. Sentia-me nervosa, estressada, desamparada, e posso dizer até mesmo angustiada... Tudo o que tinha medo, todas as coisas da qual me protegi e me preservei para não ter a experiência de sentir, senti de uma só vez... Eu me vi fraca, acabada, pela primeira vez em anos, vi que o que havia construído era uma mentira, eu era sim fraca, medrosa, e eu podia amar, não era ruborizada, como havia pensado...
Era dia e os carros já começavam a passar... Era dia e eu nem havia dormido ainda, algumas pessoa chegaram a pensar que naquele estado em que eu estava, eu tinha bebido a noite toda, e não tinha conseguido chegar em minha casa, já outras temiam pelo pior após verem minhas mãos, pernas e braços. Eu nem ligava, apesar de tudo já podia sentir um gostinho de felicidade, dali para frente seria diferente, eu sabia expressar alguma coisa, apesar de terem sido apenas lagrimas e até mesmo um completo lapso de nervoso, para mim era alguma coisa maior... Levantei-me e quando ia à direção da portaria, vi o amor da minha vida fazendo caminhada com outra mulher de mãos dadas, e eles sorriam juntos... Eu não podia me descontrolar desta vez eu precisava abaixar a cabeça e esperar que ele não me visse andei o mais rápido que podia para chegar à portaria antes que ele me cumprimentasse, não deu tempo. Ele e aquela bela mulher que o acompanhará me cumprimentarão com um beijo no rosto, ele segurou em minhas mãos percebeu os machucados, e perguntou se eu estava bem, afinal era a primeira vez que ele me via daquela maneira, desgrenhada, machucada, estava ali como um ser humano de carne e osso, e apesar de não estar bem por vê-lo com outra, levantei a cabeça, olhei suavemente em seus olhos, e dirigi a ele a seguinte frase:
-“Estou melhor que ontem, e mais feliz que amanhã, pois ontem já passou e amanhã eu nem sei se chegará”-Terminei a frase com um breve sorriso no rosto... A mocinha que o acompanhava também sorriu, eles se despediram e foram embora, senti-me massacrada... Mas minha face implacável não demonstrava sinais de sentimentos, subi as escadas do prédio com coração na mão, meus olhos podiam sagrar, e eu queria vomitar tudo isso. Lembrei-me que eu até estava feliz, tinha aberto o coração para a vida, e ela me pregará uma peça de péssimo gosto. Subi me arrumei e desci novamente, como se nada tivesse acontecido e como se aquela noite só pudesse virar um relato, olhei para o céu e pude ver o sol... Coloquei os óculos, e voltei a ser aquela mulher" robótica"  do dia - a - dia... (-aquilo foi só mais uma experiência)

 De: Mayara Silva

Ela.






Deixa o coração doer. Deixa-o sangrar deixa-o sofrer, que dia menos dia, ele cura! Cura a ferida, um dia meu bem, ele cicatriza.  E a menina? Ela não vive; Sobrevive, ela não fala; Grita, ela não age; Apenas reage.
Parou mesmo de viver, apenas respira porque não precisa pensar para isso, come porque é assim que aprendeu, ela não sorri, ela não é feliz. Ela é confusa, passa indiferente, finge que nem vê.
Disseram-me que seu coração foi arrebentado, dilacerado. Há quem diga até que ele é pedra, frio como gelo. Tento apenas entender porque olhos tão belos, e sem brilho.
            Há’ eu não digo que vou desistir porque mentiria. Ela é fria é calculista, mas era um desafio que eu queria. Ela não precisa se apaixonar, ela precisa amar alguém que a ame também. 

Perdendo.






Perdi a fé em mim, tudo terminou não luto mais. A arma para esta guerra onde a alma não fala não dá palpites. Estou tão ferida para prosseguir, nada me restou, deixem-me aqui, perdi a fé em mim.
Sem luz temo, viver na escuridão. Uma vítima da minha falta de fé, e não me importo não me importo com nada que seja insignificante.
Não me importo com a minha falta de fé

O ponto fraco da corda, que não pode viver só por respirar...

Mês de Maio.


Maio.


Ohh, mês esse de saudade, mês incessante quero tanto que acabe. Que a saudade que me atormenta passe logo.
Quero não lembrar, mas é nítida sua imagem, é tudo tão perto.
Essa sensação de querer mais.  Sinto saudades de você.
Eu quero gritar para que você fique perto de mim.
Mas prefiro que vá. Embora, Saudade sem fim.

Através do espelho.





Porque no espelho eu vejo o que o meu reflexo quer mostrar, mas nem sempre é tudo o que quero ver. Porque nesse processo, de ver e ser vista me perco, apenas por perder. O meu espelho reflete apenas o que disponho, para que vejam o espelho me engana, engana, até os meus mais discretos e  excitantes  desejos.
           
Com minha imagem eu choro com minha imagem eu falo, com minha imagem, sou apenas o que vejo. Minha imagem, minha imagem refletida no espelho, e meu dialogo que não acaba comigo mesmo.


    Minha imagem que diz pouco sobre mim, e não diz nada para mim. Vou vivendo levando a felicidade no rosto. Sorrindo para todos,  e  limpando as lagrimas com os gestos de quem pode me sentir, desistindo de tudo que não consigo, e insistindo  em tudo que não posso.
Assistindo a dureza dos seres vendo todas as imagens refletidas no meu espelho, o da minha alma.




      Minha alma que espelha com gotas de prata a tristeza. Que chora sem poder ver nada, uma ilustre visitante, que não para de ver. Que sobrevive só para um dia chegar a viver.

Café X Sexo.






Café.

Eles – O que acha do café? Diz um adjetivo.
Eu – Amargo...

Conclusão: É o que eu acho do Sexo.


?

O roxo.


A cor Roxa.

Palavras chaves do índigo, violeta e roxo: sabedoria, criatividade, independência, dignidade, serenidade, mudança, transgressão.


O violeta e o roxo são cores de transformação do mais alto nível espiritual e mental, capazes de combater os medos e contribuir para a paz. Elas têm um efeito de limpeza para os transtornos emocionais. Também nos conectam com os impulsos musicais e artísticos, o mistério, a sensibilidade, a beleza e os grandes ideais - inspirando-nos sensibilidade, espiritualidade e compaixão.


A Minha cor preferida. Roxo, Dominante, excêntrico e intenso. 


Limite




MEDO,
Meu maior problema é o medo, ele me limita, me impede de viver tudo o que eu queria viver. Ele dá limite a minha vida.
Medo de ter  medo, medo de ser o medo.
Medo  de não viver  para ter medo,  de morrer.
Eu tenho medo.

Nome.





Nomes por aí.



Aleatório.

  1. Wesley
  2. Rafael
  3. Neto
  4. Edlwyn
  5. Valmir
  6. Douglas
  7. Luccas
  8. Vinicius
  9. Jeferson
  10.  Kliverston
  11.  Lucas
  12.  Thiago
  13.  Mequias
  14.  Willian
  15.  Sadrake
  16.  Rodrigo
  17.  Silmar
  18.  Caio
  19.  Denis
  20.  Igor
  21.  Kleisson
  22.  Dragon
  23. Marcos
  24. Gledson
  25.  Leandro
  26. Lucas
  27. Yuri
  28. Carlos
  29. Zeca

Abra Seus Olhos





Tudo isto parece estranho e falso
E eu não vou disperdiçar um minuto sem você
Meus ossos doem, minha pele está fria
E eu estou ficando tão cansado e velho

A raiva me corrói por dentro
E eu não vou sentir esses pedaços e cortes
Eu quero tanto abrir seus olhos
Por que eu preciso que você olhe dentro dos meus

Me diga que você abrirá seus olhos 

Levante, vá embora, saia de perto desses mentirosos
Porque eles não tem sua alma ou sua chama
pegue minha mão, entrelace seus dedos entre os meus
E nós sairemos deste lugar escuro pela última vez

Cada minuto a partir deste agora
Podemos fazer o que gostamos em qualquer lugar
Eu quero tanto abrir seus olhos
Porque eu preciso que você olhe dentro dos meus

Me diga que você abrirá seus olhos.

Tudo isto parece estranho e falso
E eu não vou perder um só momento sem você



Abra Seus Olhos, Por Favor, Estarei aqui. 

Se dar conta.






Então agora você encontrou um esconderijo? Um lugar que não tem espelho, um lugar dentro da imagem que você acha que é.  Um esconderijo melhor que a terra que você pensa que é. Por quanto tempo você pode correr? Quantos dias vai se esconder?
Estou contando todo tempo, o tempo em que me sinto sozinha, e tão distante de tudo, estou prevendo e sentindo esse gosto amargo. Mas você sabe que tudo isso é normal, que nada disso passa, que sempre volta! Só se vão as minhas defesas, estou apostando tudo em você. Estou apostando tudo, e mesmo que perder vou continuar apostando, tudo pela vida.  
            Não vire as costas para todo mundo, não se vire para mim. Honestamente não sei por quanto tempo pode continuar correndo, não se quando vai cansar, quando vai parar, mas não adianta fugir.
Diga-me aonde vai? Talvez eu diga onde esta quem você ama, e ele não esteja lá. Você esta afundando, seu próprio navio, e não há que se possa fazer. Abra os olhos, você tem que ver tudo isso, isso é culpa sua.
Pare! Diga aonde vai? Não corra, até quando vai agüentar correr? Quando é que vai perceber que esta se afastando de tudo, até daquilo que te deixa feliz.  Quando vai se cansar, quando vai se dar conta que ficou sozinho?

Manipulador



Eu vendi, vendi minha alma, para você. Dei o controle, da minha alma, que decepção que me deixei tornar alguém, que eu não conheço. Deixei exaurir, quem eu fui.
Eu te dei o melhor de mim, o melhor de mim, não vou te deixar levar o que restou. Não vou deixar as paredes ruir. Tudo está acabando as paredes estão desabando.
Eu me troquei vendi minha alma era o que você queria meu controle, e eu te dei, você mentiu para mim, virou as costas, mentiu na minha cara, agora volta dizendo estar arrependido.
Aonde foi que eu me deixei chegar? Quem sou eu? O que eu fiz por você? Voltou e acha que as coisas são fáceis assim, pedindo desculpa, declarando não saber o que estava fazendo. Agora É a minha vez de decidir. E eu não quero seguir daqui para frente ao seu lado. 
Não vou morrer ao lado do meu próprio, MANIPULADOR.

Minha chance de Gritar


           



Qualquer coisa que puder explicar o gosto amargo em minha língua merece uma chance, uma chance de tentar mudá-lo! Na maior parte das vezes ouço apenas minha voz distorcida ecoando entre as paredes confessando minhas atrocidades, e meus genocídios.
E como é bom relembrar da minha essência, apesar de todos os erros, relembrar disso faz toda a diferença.  Como uma mulher de salto, eu ando firmemente sem medo de desequilibrar, quando olho para trás, é para ver onde foi que eu pisei, e não para lembrar por onde foi que eu passei. E quando eu te encontro? Fico em silêncio, é porque não quero que fale também, quero apenas escutar o que seu coração tem há me dizer!  E quem disse que eu ando olhando para baixo? Olho para cima por isso que caio sempre, a parte boa, é que eu sempre levanto.
             Penso que já me vicie em sentir dor, quando não a sinto bate um vazio.
Nada faz sentindo as pessoas não são as mesmas. Acordo pela manhã todos os dias a mesma hora, procurando a saudade.             Eu não posso largar a dor, eu não quero deixá-la ir embora, isso me faz sentir viva. É um sinal. Quem pode acabar com a dor?
Tudo se tornou automático, a observação, as ordens de cada coisa, tudo é normalmente, automático. Eu sou automática, e meu coração é como uma maquina, para cada batida um anjo morre. Minha voz é gélida, estagnada dentro de outro alguém. Acho que não há amor real em mim, ou é assim que me fazem sentir para cada “não”, para cada briga, para cada desarranjo.
Todas as noites antes de dormir, eu grito seu nome em silêncio, você não quer ouvir-me gritar?   Vou para sacada e o telhado parece tão frio, o ar é calmo.  Causa-me arrepios, onde estará você agora?

Tudo bem não me importo com nada disso. Eu tenho a chance de Gritar, hoje em voz alta. Tudo que não me mata,me fortalece.

Pessoas.



– “Que eu esteja numa boa, mesmo entorpecendo a mim mesma. Que eu esteja numa boa, mesmo quando eu não conseguir trégua na guerra.”   


Não quero acreditar que a vida seja assim, pessoas usando umas as outras, escolhendo quem será usado, e quem usará.  Hoje acordei do pior pesadelo, queria acordar em um sonho, o pesadelo dizia que o mundo era lindo, mas eu não teria oportunidade de conhecê-lo, fiquei trancada atrás de uma parede vendo e esperando minha morte chegar. Eu não podia optar, no pesadelo vivia calada, mesmo tendo voz para gritar. Acordei e me senti vivendo tudo aquilo na pele de um alguém, me olhei no espelho e era uma estranha que via.    
Decidi ir à luta, voltar à realidade, ou começar a vivê-la, fazer juízo a cada marca do rosto que eu não reconheci. Se eu pudesse voltar ao sonho e gritar, parece que ele fez sentindo, é como se ele me dissesse:
-“O tempo não volta viva intensamente”
Disseram-me uma vez, não chore por quem já se foi isso não o trará de volta, na hora me pareceu tão cruel, mas no momento é de tanto sentindo.  Como queria voltar no tempo, e não sofrer por amor, não chorar pelo que não voltaria pelo que não voltou. Gostaria daminha inocência de volta, queria acreditar mais nas pessoas. Nada será como costumava ser. 

a DOR sem remédio.





Estrangulei a minha dor, e minha voz. Prefiro adormecer no meu próprio pesadelo a acordar e descobrir que isso é um relato da minha realidade assustadora.
Não acreditei, não dei atenção.  Fiquei invisível, não estava aqui, para você, pior que saber que vai morrer, é saber que está vivo, mas já morreu para todos tem muito tempo.
            Eu tenho medo, eu tenho tanto medo, medo de não acordar, de não estar aqui, eu tenho medo de partir, medo de envelhecer antes de viver tudo o que eu quero viver. Eu quero continuar aqui.


Estrangulei minha dor, minha própria dor pedia para sofrer, afoguei os meus gemidos, e sempre foi assim, fui à luta, e não sai de lá. Até carregar a vitória nas mãos.
            Minha dor chora comigo, meus gemidos reprimidos sempre ali presentes invisíveis, e quando visíveis, é só para que eu os sinta, para que eu os veja eu os escute, e toda a amargura dessa minha alma, só eu mesmo posso engolir, um doce amargo gosto de vida pouco sentida, na boca de quem não é querida.  
A dor da tortura, a dor da miséria, da fome de nada de comida, a fome de pessoas sorrindo, a meu redor. A saudade de nada que signifique algo, mas saudade de tudo que nada signifique para você.
A dor que eu sinto, mas ninguém sabe, o choro que eu escuto é meu choro, as lagrimas que caem, são as que me molham, os gritos é meu medo que solta, e tudo por culpa da angústia que me dá um preço.  Um preço de não ser vendido e viver na instante um produto não bem sucedido, e que nunca será vendido, minha angustia. 
A dor da angustia, pequena irremediável, dor incomparável.   
 A que não há nada que cure.

O tempo.


Impressionante como as coisas nunca mudam.
            Hoje fiz uma pequena mudança no quarto, e encontrei coisas das quais eu não queria lembrar, as nossas lembranças. A caixinha da aliança que você me deu com tanto amor, o laço daquela rosa, vai ver você não era mesmo a pessoa certa, está tudo bem.
            Como dói lembrar, das coisas boas que vivi, e como é bom lembrar, das coisas boas que vivi. Alguns livros, da época de criança estavam nas minhas coisas, e meu pai me dizendo que ao chegar ao ponto de ônibus, eu já perguntava:
– Pai vai demorar?
E ele respondia:
– Você acabou de chegar, queria que o ônibus te esperasse?
  Aquelas coisas que só a inocência de uma criança, podem fazer. Como quando eu passava por um carro, de uma concessionária que ficava pendurado na parede, eu me perguntava:
­­– Como ele foi parar ali? Quem o colocou ali?
E hoje quando passei, por instinto fiz a mesma pergunta de criança, mesmo já sabendo a resposta.
            É tão difícil não lembrar, e é tão dolorido, remoer o passado, olhar cada marca, sentir que cada uma é como o pergaminho de sua própria história.
Dói não ser mais menininha, aquela que corria entre as casas sem a malícia, mas doeria mesmo saber que, eu não cresci nada mesmo com tanta idade.
Eu amo o tempo que passa que faz o desabrochar das flores, que me faz viver e renovar meus amores. O tempo que não para por dores, o tempo que não Pará para te ver sofrer, o tempo que cura, que destrói, é o mesmo que constrói. O tempo senhor de todas as coisas.