Contei em voz baixinha, as frustrações do amor e da vida, contei em poesia, as páginas amareladas do diário, agora ganham vida.
INSIGNIFICANTE
E aí eu acordo com uma dor no peito, com um nó na garganta, e leio uma
mensagem ruim, sinto vontade de chorar, mas... De repente recebo uma notícia
ainda pior, engulo meu problema, e simulo que nada aconteceu sou forte e tento
da melhor maneira ajudar. Afinal eu posso sofrer amanhã ou depois. Caio na real e percebo que meu problema é tão insignificante.
O chão
O chão sempre foi mais forte, mais
propenso atraía meus passos, meus suspiros e meu olhar. Eu não sabia, nem
queria lutar contra as forças infinitamente pesadas que comprimiam meu corpo
colocando-o à superfície abaixo de meus pés, derrotando sonhos e possibilidades.
Parecia haver mil toneladas sobre o meu pescoço, completamente incapaz de
levantar meu queixo para além de alguns centímetros do meu peito. E quando o
fazia me deparava com as paredes, ás vezes refletindo o que mais eu detestava. A minha própria imagem, e no espelho eu me
confundia, o chão era confortante, segui assim, granito, concreto, grama. O
cabelo que cobria meu rosto e as unhas roídas, os olhos fixos no chão que me
guia, onde eu sozinha seguia.
(Alterado de: Raquel da Silva Alves )
Assinar:
Postagens (Atom)



