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Você .

Então eu acordo pela manhã, e penso em acabar com tudo sumir, eu não sei mais o que eu carrego, porque pesa tanto, mas sei que pesa, sei que dói.  Eu quero fugir de você. 

INSIGNIFICANTE


E aí eu acordo com uma dor no peito, com um nó na garganta, e leio uma mensagem ruim, sinto vontade de chorar, mas... De repente recebo uma notícia ainda pior, engulo meu problema, e simulo que nada aconteceu sou forte e tento da melhor maneira ajudar. Afinal eu posso sofrer amanhã ou depois. Caio na real e percebo que meu problema é tão insignificante. 

O chão




O chão sempre foi mais forte, mais propenso atraía meus passos, meus suspiros e meu olhar. Eu não sabia, nem queria lutar contra as forças infinitamente pesadas que comprimiam meu corpo colocando-o à superfície abaixo de meus pés, derrotando sonhos e possibilidades. Parecia haver mil toneladas sobre o meu pescoço, completamente incapaz de levantar meu queixo para além de alguns centímetros do meu peito. E quando o fazia me deparava com as paredes, ás vezes refletindo o que mais eu detestava.  A minha própria imagem, e no espelho eu me confundia, o chão era confortante, segui assim, granito, concreto, grama. O cabelo que cobria meu rosto e as unhas roídas, os olhos fixos no chão que me guia, onde eu sozinha seguia.








(Alterado de: Raquel da Silva Alves )

CALADA.



Há dias que acordo completamente sem ar. Sinto vontade de dizer, mas minha arte é dizer tudo sem falar, me sufoco na busca incessante, como fugir?  Toda uma vida calada, completamente calada, eu não precisava dessa dor. Uma vez completamente calada e quem vai me salvar ?