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Perdi você.





Hoje, vieram me perguntar se eu o conhecia, por alguns instantes foi como se todo meu processador de memória tivesse dado uma ‘PANE’, após longos segundos de processamento respondi com um sussurro:
-Não, não mais. 

Hoje disse aquilo que ainda consigo sentir, algo palpável, disse: 
- Te amo _ Agarrada nos seus braços. Você correspondeu, mas consegui sentir que era um amor diferente. Nunca vai voltar a ser aquilo. Viemos conversando no mesmo ônibus, você e eu. Conseguimos esquecer-se de tudo, falamos até da família. Acho que faltou foi assunto. Você sorria, senti aquilo que sentia no começo. Quando eu desci do ônibus, confesso que comecei a chorar desesperadamente, mas era por dentro, era uma dor da alma, ninguém viu lagrimas, mas puderam notar quando eu chorei por “ter caído” (Foi à melhor desculpa que arranjei). Eu caí sim, mas foi de seus braços, foi de cansaço de dor. Eu consegui notar que a vida anda muito depressa, e que nada que eu fizer trará você aos meus braços um dia. Eu realmente perdi você.

Morre lentamente



Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.  Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá conversa para quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pontos nos "is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja quem não lê quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar. Um esforço maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

[Desconheço: Autor]

Verme.




 Passar um tempo que seja com as pessoas pode te fazer em pedaços. 

Traição, hipocrisia, jura de amor, é duro olhar para boca de uma pessoa enquanto ela fala, quando algumas abrem a boca podemos ver os vermes que as mentiras trazem consigo, se contorcendo nos lábios delas...

Não sei mais, por quanto tempo a vida vai cuidar para que eu presencie tantas desgraças, mas enquanto ela me fornece absurdo, eu convivo com todos eles, mesmo não compreendendo nada. Nós somos apenas vermes, nós somos de mentira.



Quando for falar, feche a boca e abra os olhos, poderá me dizer até aquilo que não quiser.

O céu esta caindo



Hoje pela manhã vi um pedaço do céu caindo em minhas mãos. Quando ficou mais tarde, senti minhas costas pesadas, meus ombros seguravam o céu.  Ele não era tão azul, e nem leve como algodão, não tinha gosto de nada nem de nuvem. Senti tristeza, afinal um dia o céu que todos haviam admirado, eu carregava tão arduamente nas costas, e apesar de não parecer, o céu pesava quase duas toneladas.
Era como se minha vida tivesse um sentindo, “nascerei eu para carregar as nuvens”. Era meu intuito minha vinda a terra tinha motivo. E ele era bem maior que nascer crescer e morrer. Já estou começando a me conformar com a idéia.
O ser humano se adapta a qualquer tipo de situação, o céu já é bem mais leve que todas as minhas contradições.   É engraçado, mas para quem dizia que “o céu é o limite”.  Agora o limite é bem pequeno, porque eu tenho só 1m70cm, e mesmo assim o tenho que carregar.  Hoje me sinto livre de qualquer meio de coerção, de medos, se eu posso ver o céu cair e não me abaixar eu posso fazer qualquer outra coisa sem medo de me machucar. Pro céu sou pouco demais, eu quero ser mais ainda.  

Ps: Ainda te amo.







E meu amor já tinha data para morrer, ele morreu no dia da sua partida. E desde então eu não vi mais o sol, eu não escutei batidas do meu próprio coração, e estava decidida não mais amaria com tanto amor outro alguém. No dia que foi embora chorei por dentro, CHOREI com a face imóvel, perante a incapacidade da minha alma de colocar em lagrimas tanta água. Chorei Inata, inerte... Desde o dia em que se foi me vejo usando pessoas, e sendo usada por outras. Todas as noites são chamas, ácido puro, aqui só neva brasas, eu sei que já entreguei meu coração. Eu me adaptei me conformei a não me esquecer, a viver com você o mais intensamente possível em cada uma das minhas memórias. Elas não serão apagadas. Eu aceito me ferir todos os dias, e todas as noites, mas amá-lo cada vez mais, amá-lo como alguém que moldou e tirou de mim o melhor. Eu me privei de amar, espero que ele devolva o meu coração. Ainda que não entenda, sobrevivo como uma criança faz rabiscos no chão e finge ser super herói, eu imagino que ainda tenho uma alma, e que "EU" Ainda pertenço a mim mesma.

 P s: Ainda te amo.  


Deixá-lo ir.


Memórias ME consomem como se abrissem a ferida estou me consumindo.  Eu carrego um morto nas costas, e ele não é diferente como todos os outros, ele também definha conforme o tempo ele fede, minhas costas doem, os bichos já o comem e junto à carne desse morto e os restos os bichos já pode se confundir e comer minha carne tão viva também. Mesmo quando eu tento tirar ele continua aqui, me destruindo, eu também já posso sentir como é estar morta. O morto que eu carrego tem um nome e se chama “Perdão” Este ainda não é o fim, mas não é começo. Uma parte de mim sente os pedaços sendo jogados contra a parede, e a outra parte já não sente nada. Não consigo mais entorpecer-me é tanta dor que nem as “melhores” drogas podem curar. Eu não vejo o caminho. A rota de fuga!
Foi como um sonho, minha hora havia chegado, e você não podia fazer nada, todos estavam assustados...
“E SE PELA MANHÃ EU NÃO ME LEVANTAR?”, foi o que pensei antes de me deitar, terei feito tudo o que gostaria? Eu não estava mais em condições de lutas ou guerras. É irônico, mas lutei tanto pela PAZ. E se esperança for à única coisa que eu puder sentir, e se ela não me acompanhar? E quando minha fé já estiver morta?  É nesta missão em que eu poderia não acordar, é nesses braços que eu quero estar antes de dormir. Foi nesse dia o mais escuro da minha vida, no momento mais brilhante de todos os dias aí que eu percebi, tem algo de errado.  Eu simplesmente não posso secar minhas lagrimas e deixar-lo ir, mas pela ultima vez dê-me um beijo. Não, eu não consigo deixá-lo ir. Olhe em meus olhos... Só vou perdoá-lo por me deixar.