Memórias ME consomem como se abrissem a ferida estou me consumindo. Eu carrego um morto nas costas, e ele não é diferente como todos os outros, ele também definha conforme o tempo ele fede, minhas costas doem, os bichos já o comem e junto à carne desse morto e os restos os bichos já pode se confundir e comer minha carne tão viva também. Mesmo quando eu tento tirar ele continua aqui, me destruindo, eu também já posso sentir como é estar morta. O morto que eu carrego tem um nome e se chama “Perdão” Este ainda não é o fim, mas não é começo. Uma parte de mim sente os pedaços sendo jogados contra a parede, e a outra parte já não sente nada. Não consigo mais entorpecer-me é tanta dor que nem as “melhores” drogas podem curar. Eu não vejo o caminho. A rota de fuga!
Foi como um sonho, minha hora havia chegado, e você não podia fazer nada, todos estavam assustados...
“E SE PELA MANHÃ EU NÃO ME LEVANTAR?”, foi o que pensei antes de me deitar, terei feito tudo o que gostaria? Eu não estava mais em condições de lutas ou guerras. É irônico, mas lutei tanto pela PAZ. E se esperança for à única coisa que eu puder sentir, e se ela não me acompanhar? E quando minha fé já estiver morta? É nesta missão em que eu poderia não acordar, é nesses braços que eu quero estar antes de dormir. Foi nesse dia o mais escuro da minha vida, no momento mais brilhante de todos os dias aí que eu percebi, tem algo de errado. Eu simplesmente não posso secar minhas lagrimas e deixar-lo ir, mas pela ultima vez dê-me um beijo. Não, eu não consigo deixá-lo ir. Olhe em meus olhos... Só vou perdoá-lo por me deixar.

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