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Entre a aluna e o Professor.





Na escola onde Emile estudava o professor Carlos de português pediu aos seus alunos que escrevessem um texto, em uma tentativa desesperada de fazê-los gostar de leitura, e até provar um pouco da criatividade de seus alunos.
Emile por sua vez, gostando de leitura, livros e até escrever... Como uma de suas melhores alunas o surpreendeu entregando o adiantado. Pena que Emile escreveu uma história onde seus personagens e suas vidas eram brandas e sem surpresas, era uma história como sua vida. Sem alegria, e até mesmo sem vida. Ao ler aquela história, o Professor se surpreendeu, mas pediu para que ela fizesse algo mais alegre mais feliz.
Emile ficará frustrada sabia que aquela historia era boa. Ao chegar a sua casa, pegou seu trabalho e começou a ler, palavra por palavra pausadamente em uma tentativa de encontrar seu erro, o que fez com que seu professor, diga-se de passagem, o que ela mais gostava a pedisse para mudar a história.
“(...) Estou encarando uma porta quebrada e não resta nada aqui. Nas ruínas de meu quarto, está tudo tão frio, sinto-me como se estivesse enlouquecendo. Estou correndo contra o tempo para o fim dos tempos.”
Após ler essa frase percebeu um texto deprimente, Emile era o tipo de pessoa determinada pegou o lápis mais forte que havia em suas coisas, e colocou-se ajoelhada a escrever, Emile sonhava em ser escritora.
No dia seguinte Emile com o texto em mãos pede ao seu Professor que a deixasse ao invés de entregar o trabalho a ele, ler para a classe, onde ela não gostava de ninguém... Era isolada dizia que enquanto há pessoas por aí vivendo ela estava lendo.
Emile começa, intrigasse o professor que em sua história não há títulos, mas um rio de detalhes.
“(...)      Em uma dessas festas aonde meninas, vão sempre de vestidos, bem arrojadas e dispostas a qualquer coisa por um copo de bebida. Normalmente vão sem calcinha, sim por lá rola de tudo mesmo. Encontrava-se na festa algo peculiar estranhamente uma menina de calça, curtindo quase nada e super deslocada, estava com um copo de refrigerante na mão, apenas observando outras tantas diferentes dançando.
                Na porta daquele salão se encontra um homem fino, de boa estampa, ele é um professor de uma nobre escola da cidade, bonito, olhos vistosos, da porta do salão o que mais brilhava era os olhos dela, de Emile, e da porta Emile não aparentava ter tão pouca idade, tão pouco aparentava ser aluna daquele professor. Ele seguiu em direção a ela, chegando perto percebeu e disse em voz baixíssima onde só ele ouviria.
–É uma de minhas alunas
Mas não hesitou não perderia nada mesmo, apenas puxou papo:
–Como vai Emile?
Perguntava ele. Emile com simplicidade, e doçura na voz como um anjo responde:
–Vou bem, mas por hoje e para você, sou Minerva.
–Então MINERVA esta curtindo a festa? E porque Minerva?
(Risos desconcertados e irônicos, deslizam sobre o ar... E ecoam.)
Ele disse em um tom irônico Emile não gostou, virando seu olhar ao encontro e altura do seu professor, olhando-o como nunca havia feito antes lhe disse:
– Com sinceridade? Esse tipo de lugar não é o meu tipo de lugar, acredito que nem o seu. _ Emile perdeu toda sua doçura ­– E Minerva porque só outra pessoa estaria aqui por tanto tempo. E à uma hora dessas, já não me reconheço como Emile, por tanto por hoje Minerva.
Um silêncio a troca da música, e os dois de olham, Emile toma a atitude de tomar o primeiro copo de vinho, quer sentir-se como todas as outras. E o toma. Seu professor a acompanha, e como um passe de mágicas o vinho trouxe mais leveza e mais graça a um ambiente tão insosso como dizia Emile... Conversou a noite inteira o professor ficou fascinado não sabia da preciosidade que era sua aluna. Conversa vai e vem.
–Está na hora de ir embora. _Dizia Emile sem conseguir ficar em pé.
O professor apenas ria, e ofereceu-se para levá-la em casa, sentir-se-ia mal a deixando ir sozinha.
O carro dele era um celta preto, Emile entrou sentou, ele sentou e foi lentamente enquanto riam, e conversavam mais. Ao chegar a sua casa Emile, segura na trava do carro, pega na mão de seu professor que esta apoiada na marcha. E sorri, soltando sua mão da trava com a porta do carro entre aberta onde circula o ar. Segura seu rosto e o beija_ Talvez ali ela tivesse percebido que o álcool tinha feito sua cabeça e/ou que a fez fazer o que tinha vontade. O professor correspondeu, mas logo a empurrou dizendo.
–Você é minha aluna, não podemos.
Ela sem dizer uma palavra balança a cabeça e saí do carro acena como um tchau, ele sorri e vai embora, com um sorriso ainda maior que o da despedida. Ela entra em casa, vai na ponta do pé para que ninguém acorde sobe as escadas, e entra no banheiro. Enquanto tomava banho deu um sorriso de satisfação, viveu algo incrível.  Emile já sabia que o seu professor a queria, e era questão de tempo para que ficassem juntos. (...)”
Emile terminou de contar a história para classe onde o silêncio reinava e olhos atentos esperam por um fim... E ela entrega seu texto ao professor que a pergunta:
–Emile, mas e o fim?
–Diz-me você, afinal o nome do professor era Carlos, o professor era você. Eu lhe pergunto qual é o fim?
O professor deslocado sorri, não era algo impossível de acontecer.
–Emile ainda finaliza dizendo, espero que essa história seja boa para você, e que você consiga um título melhor que o nome fictício dos personagens.
Ele ainda sorria, e Emile sorria mais ainda, a história não estava de todo errado, afinal ele sim a queria. E como ela havia relatado era questão de tempo até que eles ficassem juntos.