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O chão




O chão sempre foi mais forte, mais propenso atraía meus passos, meus suspiros e meu olhar. Eu não sabia, nem queria lutar contra as forças infinitamente pesadas que comprimiam meu corpo colocando-o à superfície abaixo de meus pés, derrotando sonhos e possibilidades. Parecia haver mil toneladas sobre o meu pescoço, completamente incapaz de levantar meu queixo para além de alguns centímetros do meu peito. E quando o fazia me deparava com as paredes, ás vezes refletindo o que mais eu detestava.  A minha própria imagem, e no espelho eu me confundia, o chão era confortante, segui assim, granito, concreto, grama. O cabelo que cobria meu rosto e as unhas roídas, os olhos fixos no chão que me guia, onde eu sozinha seguia.








(Alterado de: Raquel da Silva Alves )

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