E se eu gritasse o mais alto que eu pudesse?
-Tem alguém ai?
Simplesmente posso ouvir o eco da minha voz, ficando mais distante de onde se encontra a “civilização”... Será que eu posso gritar mais alto que isso?
- Oi alguém pode me ouvir? Alguém?
Novamente um eco, porém este demorou mais para distanciar-se... Uma voz isolada, porém notável nessa imensidão de vazio, onde corações já não se encontram batendo.
- Oi...
Desta vez, faltou força, pois nem pude notar o eco...
- Alguém?
Agora sei o que é sedentarismo, talvez tenha algo haver com a falta de força nos pulmões.
Pela ultima vez sem forças, gritarei para que a lua possa me ouvir...
- Eu preciso de amor...
Talvez eu tenha gritado a frase errada, mas foi à única coisa que senti vontade de gritar, já que sei que ninguém ouviria...
E agora a chuva que já não demorou a cair, lava minha alma, e aumenta a rouquidão da minha voz. Talvez se eu gritar de novo... Desistir nunca foi mesmo o meu lema.
- Eu quero ser eterna...
E mais uma vez meu coração falou, esse rebelde... Agora diz o que já deveria ter dito... Ao invés de esperar que o olhar solicita-se para dizer tais palavras...
Coração doentio de tanto amor. Odeio amar assim, sem desejar nada em troca, isso sim é gostar de alguém... Amar sem aprisionar...
E agora essa a chuva me força a pensar e o silêncio é inspirador... E agora as lagrimas inevitáveis, rebeldes lagrimas também teimam a cair por menos que eu as queira derrubar, elas caem sem ao menos me consultar. E agora as gotas de chuva que caem mais forte querem calar-me. Os ruídos? Não ouço bem por conta de água que entrou em meus ouvidos, os sentidos que me restam são poucos agora! E mesmo assim prefiro estar fora de uma redoma de vidro, onde não chove e não neva, onde não há sol, nem beleza, e nada de natureza, onde Deus já não se desfaz em lagrimas e não me ilumina com Sorrisos.
- Eu te amei...
E agora essa meu coração quer pular pela boca, ele só diz o que ele quer dizer, é como se eu estivesse aqui, mas só ele pudesse falar... Agora é tarde mesmo.
Se eu parar mesmo posso escutar meu coração gritando, e derrubando o seu sangue precioso em minhas veias, fartas de amar, Coração mesmo? Ele não é feito de músculos?
- Eu preciso desse amor...
E agora mesmo rouca não paro de gritar. Serei mesmo eu?
- Venha me salvar do vazio em que me encontro, venha me tirar da solidão... Venha fazer parte do meu mundo...
Coração bobo, não sabe que ninguém pode ouvir, mas será mesmo que ele quer que alguém ouça? Ou só quer que eu o escute? HAHA’ bobagem ele nem diz coisa com coisa, apesar de às vezes me sentir solitária só, às vezes. Mania minha essa de ignorar os sentimentos...
Agora toda molhada mesmo, e sem o mínimo de voz necessária para gritar, apenas falo em voz alta... E agora quem é mesmo esse amor? Eu nunca me senti tão vulnerável, será este caso de psiquiatras? Talvez não... Talvez sim, afinal aqui nesta conversa existem milhares de mim e uma história, é talvez seja mesmo bem grave...
- Eu não sou louca, eu não sou infeliz, eu quero ser alguém, eu quero sonhar, eu ainda posso realizar, eu nem sei quem sou... E agora me falta o ar...
Será mesmo que tirou de mim o dom de poder sonhar? Ou isto seria mesmo um sonho? Sonho do qual não consigo acordar...
- venham me socorrer...
E agora quem pediu ajuda fui eu? Ou foi voz do coração?
Voz do coração está que até agora só falará de amor. E agora serei eu condenada a viver de imaginação? Não seria melhor viver a vida do que imaginá-la?
Condenada? Por não estar atenta as vitórias que recebi...
- Alguém, Por favor...
Só mexo os lábios, e me encontro em desespero, sei que não fui boa menina, mas não quero viver sonhando por ai, sonhando que meu coração está vazio, sem amor, amigos ou afetos... E que ele ao perceber isto, se joga de cabeça e tenta suicídio, ou deveria dizer homicídio afinal ele tentou matar o outro eu!
E isso tudo se tornou algo complexo demais para ser entendido!
- Não quero viver trancada neste sonho, morda-me, chute-me, bata-me, mas acorde-me...
E agora quem clamou por isto fui mesmo eu? Sim foi sim, tenho coisas a fazer, sonhos a realizar, promessas a cumprir e outras tantas a fazer, vidas para construir e talvez algumas para destruir.
- Não me deixem perecer, morrer de tanto chorar... Já não posso mais implorar.
Eu sei que nunca vivi bem, mas é só quando conhecemos o outro lado que sabemos que vivemos bem demais, para abrir a boca e reclamar,
- Não isto não é um sonho, é um pesadelo...
Eu quero acordar, são coisas criadas pela mente... Mente esta que está atordoada demais... Eu posso acordar eu sei que vou viver feliz isto é um pesadelo... E agora meu coração nem fala comigo. Pelo menos ele ainda bate!
- Acorde...
Um sobre-salto da cama e estou acordada, estou assustada e suada, este foi o pior encontro da minha vida (‘ou seria dos meus sonhos? ’) eu meu coração e aquelas outras vozes, todos juntos...
Espero não voltar a sonhar com isto, acho mesmo que ele só queria me escutar e dizer que eu preciso amar, e ser amada, todo ser humano merece e precisa de amor. Obrigada escutei você da maneira mais difícil, foi só um sonho... Mas pareceu real... (–Enquanto falava sozinha sua voz embarga, e tenta continuar, mas uma dor de garganta repentina a faz continuar só em mente...).
Eu quero viver mais tempo, eu sei que o que disse foi verdade, mas não tenho vontade de me viver nos braços de outro alguém, porque o único alguém que eu quis de verdade não me quis tanto assim, e durante um tempo eu não liguei e ainda sim o amei, e depois disso o tempo que demorou a passar apagou as melhores e piores lembranças e me fez esquecer das magoas e do amor, mal cuidado... Agora só quero seguir em frente, sem amar ou ser amada, isso era o que pensava até por este sonho ser tocada, eu entendi que devo dar oportunidades e oportunidades me serão dadas. Eu entendi que habita em mim um coração que pode se felicitar quando sentir-se atingido o suficiente para isso. (–Em lagrimas de dor, e rodeada de lembranças, ela cai no sono novamente finalizando com as palavras.).
-É sim a voz do coração me disse que: Eu sou feliz eu posso ser feliz, me deram essa opção e estou agarrando-a com as duas mãos. Eu nasci chorando e morrei chorando, por amor? Não sei... Sei apenas que devo seguir fingindo que nada aconteceu limpar as lagrimas do rosto e amar de novo, porque alguém que cai levante-se e tenta andar novamente eu que amei, mas não morri de amar devo me levantar e continuar a andar... Porque esse tombo foi fraquinho. E podem vir mais fortes que esse, e com certeza virão, mas este aprendizado valeu a pena e da próxima eu não vou cair de cara, vou colocar as mãos antes disso. E posso quebrá-las, ou machucar-me feio, mas a vida não para, nem a vida nem o tempo. Tempo esse que não está a meu favor, nem que eu quebre todos os relógios, ele não pararia nem por um segundo. Eu sou sonhadora, e quero continuar sonhando, e imaginando, mas acima de tudo quero viver... Viver como um beijo, sendo este o mais intenso que pode me aventurar em coisas, com pessoas, e ser um alguém, não pra outrem, mas para mim que sou muito importante, pois sem mim eu não viveria, e acabaria morrendo de saudade do sopro de vida que me foi concedido mesmo sabendo que eu sofreria, e o que sofreria estaria decidida a Viver para um dia poder morrer, morrer feliz... (risos)
A idéia por acaso veio desta outra postagem A Janela do sol
A idéia por acaso veio desta outra postagem A Janela do sol

interessante ;
ResponderExcluirparabéens *-*
Gostei da idéia de colocar a culpa no sedentarismo. :D
ResponderExcluirInteressante como seus posts me fazem lembrar de músicas hehehe a de hoje foi essa aqui http://www.youtube.com/watch?v=mbc6eFYK9xA
Não sei se você gosta do estilo, mas Nashville é uma banda definitivamente boa, com letras que, a princípio, falam o que eu sinto e que tb vc sente pelo visto.
Esse texto me faz pensa que você já sonhou que clamou, clamou, clamou por socorro e ninguém ouviu né?
Bjos, belíssimo texto.