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Conversando







Eu dou corda até que ele se enforque, Justamente.






“-Deve ser no mínimo intrigante, sem contar que todos eles são homens, como você se sente em relação a isso?


"-Eu acho estranho... Eu me sinto tão a vontade falando com você, mas isso te incomoda, porque no caso do sim, vou embora agora"


- Ele é mesmo um fofo.. Respondeu as perguntas que me fez, sem dar tempo de minha resposta


Disse ele:


"-EÉ simples, você não é fresca e nem vive falando besteiras, fala apenas o necessário e é boa ouvinte!"


No contexto palavras dele ainda sem nexo: "... Você pode ser uma mulher, mas quando olho no seu rosto vejo uma menina, tão angelical."


”- Apesar de tudo, é lindo olhar para você.... (Minha reação: ^.^/ o.O...)


"-Mas isso significa que sou inocente?"


Ele diz: " Na verdade não, porque em seus olhos não vejo mais inocência nenhuma... Acho que você perdeu isso em algum momento"


- é foi bom ouvir tudo isso, mas... Não fez sentido...

Do que já senti doer.





















Deus, ele sabe que eu acreditava em anjos e porque acreditava eles existiam, mas vivia em época em que já era difícil de viver e respirar e porque não respirava morria em tragédia e morria para encontrar tudo aquilo que eu acreditava! Enquanto dormia fugia, alia havia tempo de encontrar os braços dos anjos, e ficava confortada até acordar. Juravam que sabia, ainda havia tempo de deixar o amor me guiar até em casa, ele iria me libertar, poderia fazer tudo o que eu quisesse até encontrar absolutamente tudo que eu queria. Eu sei que eu sou tudo o que você não pode controlar, em algum lugar além da dor, deve haver uma maneira de acreditar, que ainda estamos bem! Enfrentei até mesmo a natureza para te-lo por perto, mas das fúrias que a natureza mandou para eu enfrentar a que eu menos sustentei-me e a que menos lutei foi a chuva, com ela eu chorei e as lagrimas se misturavam as águas do céu. E eu já não tinha nada, vontade de gritar, chorar, ou de fugir. Debaixo de céus amaldiçoados eu te vejo. Onde o amor está perdido, o seu fantasma é encontrado, você é apenas um vulto de nós. Uma sombra do meu passado, e dói eu ainda sei que eu TE AMO. Hoje já não dói ver você se passar por outra pessoa.


;D

Exorcizar.




Há em mim contrastes da vida interior, que é pacata, com a vida exterior, que é ruidosa. Vivendo em um hábito antigo de atar as pontas da vida, colocar juntos, começo, meio e fim evidente que não conseguiria.
Aos milhões de gritos minha consciência se recompõe frustrada não consigo restaurar o que foi, nem tão pouco o que fui. Percebo que aqui falta o mais importante: Achar vida em mim mesmo.
Há ainda quem lhe vá dizer que o que eu sinto nunca dura, o que eu sinto sempre acaba e pode nunca mais voltar. Quando dou-me conta de que passei a vida toda errando e tentando corrigir os erros que cometi na ânsia de acertar, me perco de novo.
Recomeço sem entender nada achando ainda que muitas mulheres fossem na vida pré moldas todas fabricadas; Já eu fui CRIADA com um propósito, para algo especial.  E me acometo sempre cheia de questionamentos onde tento descobrir o que importa afinal, viver ou saber se esta vivendo.
E no final como contexto encontro a casa recoberta de tralhas, são meus pedaços que se espalham. Pedaços da minha história, pelo chão da casa então todas as minhas memórias. Recordo de um dia ter me agarrado a filetes de esperança, enganando o meu coração cansado da árdua jornada de chorar todos os dias.
Encontro cartas que conta que minha vida é uma mentira e minha morte uma maldita promessa. É preciso mais força ao fim de todos os dias, pois as noites mal dormidas trazem sussurros das lembranças que vazam pelas veias.
Recordo-me de ás vezes dormir e sonhar com um sangue cinza que cheira a mofo, sim apesar de estranho... É eles contando que meu sangue trás só lembrança. Minha cabeça já nem se encarrega de pensar, meu corpo faz isso. Porque ele ainda precisa de você.
Minhas noites são sentenças, acho que ser - humano nenhum deve carregar a sentença de não dormir e de não sonhar.  Queria mesmo era exorcizar esse outro habitante do meu corpo, e conhecer um pouco mais sobre mim, o eu sem você. 








Inspiração:  Frases Machado de Assis e Clarice. 

Sweet Dream.




Doces sonhos são feitos disso
Quem sou eu pra desacreditar?
Viajando o mundo e os sete mares
Todos estão procurando por algo


Alguns deles querem te usar
Alguns deles querem ser usados por você
Alguns deles querem abusar de você
Alguns deles querem ser abusados por você


Eu quero usar você
e abusar de você
Eu quero saber o que tem dentro de você.


Marilyn Manson.

Entre a aluna e o Professor.





Na escola onde Emile estudava o professor Carlos de português pediu aos seus alunos que escrevessem um texto, em uma tentativa desesperada de fazê-los gostar de leitura, e até provar um pouco da criatividade de seus alunos.
Emile por sua vez, gostando de leitura, livros e até escrever... Como uma de suas melhores alunas o surpreendeu entregando o adiantado. Pena que Emile escreveu uma história onde seus personagens e suas vidas eram brandas e sem surpresas, era uma história como sua vida. Sem alegria, e até mesmo sem vida. Ao ler aquela história, o Professor se surpreendeu, mas pediu para que ela fizesse algo mais alegre mais feliz.
Emile ficará frustrada sabia que aquela historia era boa. Ao chegar a sua casa, pegou seu trabalho e começou a ler, palavra por palavra pausadamente em uma tentativa de encontrar seu erro, o que fez com que seu professor, diga-se de passagem, o que ela mais gostava a pedisse para mudar a história.
“(...) Estou encarando uma porta quebrada e não resta nada aqui. Nas ruínas de meu quarto, está tudo tão frio, sinto-me como se estivesse enlouquecendo. Estou correndo contra o tempo para o fim dos tempos.”
Após ler essa frase percebeu um texto deprimente, Emile era o tipo de pessoa determinada pegou o lápis mais forte que havia em suas coisas, e colocou-se ajoelhada a escrever, Emile sonhava em ser escritora.
No dia seguinte Emile com o texto em mãos pede ao seu Professor que a deixasse ao invés de entregar o trabalho a ele, ler para a classe, onde ela não gostava de ninguém... Era isolada dizia que enquanto há pessoas por aí vivendo ela estava lendo.
Emile começa, intrigasse o professor que em sua história não há títulos, mas um rio de detalhes.
“(...)      Em uma dessas festas aonde meninas, vão sempre de vestidos, bem arrojadas e dispostas a qualquer coisa por um copo de bebida. Normalmente vão sem calcinha, sim por lá rola de tudo mesmo. Encontrava-se na festa algo peculiar estranhamente uma menina de calça, curtindo quase nada e super deslocada, estava com um copo de refrigerante na mão, apenas observando outras tantas diferentes dançando.
                Na porta daquele salão se encontra um homem fino, de boa estampa, ele é um professor de uma nobre escola da cidade, bonito, olhos vistosos, da porta do salão o que mais brilhava era os olhos dela, de Emile, e da porta Emile não aparentava ter tão pouca idade, tão pouco aparentava ser aluna daquele professor. Ele seguiu em direção a ela, chegando perto percebeu e disse em voz baixíssima onde só ele ouviria.
–É uma de minhas alunas
Mas não hesitou não perderia nada mesmo, apenas puxou papo:
–Como vai Emile?
Perguntava ele. Emile com simplicidade, e doçura na voz como um anjo responde:
–Vou bem, mas por hoje e para você, sou Minerva.
–Então MINERVA esta curtindo a festa? E porque Minerva?
(Risos desconcertados e irônicos, deslizam sobre o ar... E ecoam.)
Ele disse em um tom irônico Emile não gostou, virando seu olhar ao encontro e altura do seu professor, olhando-o como nunca havia feito antes lhe disse:
– Com sinceridade? Esse tipo de lugar não é o meu tipo de lugar, acredito que nem o seu. _ Emile perdeu toda sua doçura ­– E Minerva porque só outra pessoa estaria aqui por tanto tempo. E à uma hora dessas, já não me reconheço como Emile, por tanto por hoje Minerva.
Um silêncio a troca da música, e os dois de olham, Emile toma a atitude de tomar o primeiro copo de vinho, quer sentir-se como todas as outras. E o toma. Seu professor a acompanha, e como um passe de mágicas o vinho trouxe mais leveza e mais graça a um ambiente tão insosso como dizia Emile... Conversou a noite inteira o professor ficou fascinado não sabia da preciosidade que era sua aluna. Conversa vai e vem.
–Está na hora de ir embora. _Dizia Emile sem conseguir ficar em pé.
O professor apenas ria, e ofereceu-se para levá-la em casa, sentir-se-ia mal a deixando ir sozinha.
O carro dele era um celta preto, Emile entrou sentou, ele sentou e foi lentamente enquanto riam, e conversavam mais. Ao chegar a sua casa Emile, segura na trava do carro, pega na mão de seu professor que esta apoiada na marcha. E sorri, soltando sua mão da trava com a porta do carro entre aberta onde circula o ar. Segura seu rosto e o beija_ Talvez ali ela tivesse percebido que o álcool tinha feito sua cabeça e/ou que a fez fazer o que tinha vontade. O professor correspondeu, mas logo a empurrou dizendo.
–Você é minha aluna, não podemos.
Ela sem dizer uma palavra balança a cabeça e saí do carro acena como um tchau, ele sorri e vai embora, com um sorriso ainda maior que o da despedida. Ela entra em casa, vai na ponta do pé para que ninguém acorde sobe as escadas, e entra no banheiro. Enquanto tomava banho deu um sorriso de satisfação, viveu algo incrível.  Emile já sabia que o seu professor a queria, e era questão de tempo para que ficassem juntos. (...)”
Emile terminou de contar a história para classe onde o silêncio reinava e olhos atentos esperam por um fim... E ela entrega seu texto ao professor que a pergunta:
–Emile, mas e o fim?
–Diz-me você, afinal o nome do professor era Carlos, o professor era você. Eu lhe pergunto qual é o fim?
O professor deslocado sorri, não era algo impossível de acontecer.
–Emile ainda finaliza dizendo, espero que essa história seja boa para você, e que você consiga um título melhor que o nome fictício dos personagens.
Ele ainda sorria, e Emile sorria mais ainda, a história não estava de todo errado, afinal ele sim a queria. E como ela havia relatado era questão de tempo até que eles ficassem juntos.