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Querer!



Bom mesmo seria não lembrar, não me lembrar de nada, nada que me fizesse mal, que me fizesse sofrer, mas agora é tarde lembrei-me de tudo, de mim, de você. De nós. Você me faz ainda sim chorar ainda sim, sofrer.
Queria que tudo fosse bom, que nada me desse medo, queria ser heroína, na droga injetada nas veias, e nos músculos de ferro que também salvam pessoas. Ser de ferro também, para não ser magoada, humilhada, maltratada nunca.
 E aí é que vem a questão, engraçadinha até, alguém de ferro sofre?  Alguém de ferro não sofre mesmo? Não chora? Não grita, não fala mal? Não sorri? Porque se for assim, eu quero ser humilhada, maltratada e magoada também. Quero sentir cada sensação, e no fim da noite, quando todos dormem, ouvir meu coração palpitar.
Bom mesmo seria ser robotizada, programada, para não sentir, vontades das quais eu não posso fugir, para não sentir palavras ferindo, para não ouvir a saudade gritando. Para correr sempre que visse um problema aproximando-se, para esconder-me nos lugares mais improváveis possível.
Às vezes penso em fazer com que o tempo pare, com que meu coração não bata, com que a saudade, não me faça voltar no tempo, com que o tempo não exista com que o vácuo persista, que esse espaço entre a gente não resista.
Queria tanto mudar, fazer meu coração te aceitar, agir com a razão, não ir embora. Como queria, mas agora é tarde, somos apenas bons amigos.
Queria mesmo, e seria maravilhoso, não desejar nada, e encarar e me contentar com nada. Queria ser feliz, sem precisar. Queria nada querer, tão bem perto de mim. QUERER NÃO É PODER. Não agora!

O que é?




Bom aluninhas, queridas.
Respondendo a pergunta, Sado-masoquista & Masoquistas.
Respectivamente, são pessoas que gostam e sentem prazer fazendo com que outras pessoas sofram, e sentem prazer com o sofrimento.
Não há melhores explicações.

Capacitada


.

Eu nasci com o poder das lágrimas que não podem cair, e dói tanto deixá-las presas.
Eu nasci com o poder de não conseguir mentir, e dó tanto magoar com a verdade.
Eu nasci com o poder de sofrer calada, e dói tanto não compartilhar.
Eu nasci com o poder de levantar depois da queda mais dura, e dói tanto levantar.
Eu nasci com o poder de ser autentica, e dói tanto ser tão criticada.
Eu nasci com os dons mais lindos, e dói tanto não saber usá-los.
Eu nasci com o medo de errar, e dói tanto quando tenho medo.
Dói ser capacitada, com tudo e nada. 

Política




– Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola,
posso te fazer uma pergunta?

 Claro meu filho. Qual é a pergunta?

O que é Política, pai?

– Bem, vou usar a nossa casa como exemplo. Sou eu quem
traz dinheiro para casa, então sou o "Capitalismo".
Sua mãe administra (gasta!) o dinheiro, então ela é
o "Governo". Como nós cuidamos das suas
necessidades, então você é o "Povo". A empregada é
a "Classe trabalhadora", e seu irmão nenê é "O
Futuro". “Entendeu meu filho”?

– Mais ou menos, pai. Vou pensar...

– Naquela noite, acordado pelo choro do irmão nenê, o
menino foi ver o que tinha de errado. Descobriu que
o nenê tinha sujado a fralda e estava todo
emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e a sua mãe
estava num sono muito pesado. Então, foi ao quarto da
empregada e viu, através da fechadura, o pai na cama
com a empregada. Como os dois nem percebiam as
batidas que o menino dava na porta, ele voltou pro
quarto e dormiu.

Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou pro pai:

– Pai, agora acho que entendi o que é Política!

– Ótimo filho! Então me explica nas suas palavras...

– Bom, pai, enquanto o Capitalismo fode a Classe
Trabalhadora, o Governo dorme profundamente. O povo
é totalmente ignorado e o Futuro está todo cagado!

(Ps: Só pra divertir.)

Leitores




Fiéis.

Após parir tantas idéias, acredito estar passando por uma época de vacas magras, na qual a melhor droga se tornou deplorável em qualquer sentido. E até mesmo insustentável, O blog passará por mudanças, para melhor ou para pior, depende do ponto de vista de cada leitor. A leitura antes vista como um hobby, hoje nem passa-tempo. A escrita antes tida como o maior dos devaneios, hoje nem sonhos conseguem fazer-me ter. Ou seja, toda a aptidão, foi embora. Mas tudo que sobe, um dia desce, e hoje oficialmente, após tantos textos fracassados, a vida regressa em seu DEVÍDO rumo, e volto a ser a própria inspiração.
Leitores, eu não escrevo mais, agora quem dita às regras é apenas, o coração e a razão. Posso dizer que a vida vai tratar de orientar o blog, e dizer o certo e errado. Aqui experiências de alguém.
Obrigada.