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Pedras.







Quando se olha no espelho, conte-me o que vê? E as pedras que trás na mão, dê que lhe servem se não as vai atirar? E quando chora pode me dizer por que chora? E a dor, essa dor que não vai embora, essa dor irremediável, dor com gosto de amor, que nada cura que nada mata, e essa doce amargura? Olhos seus de menina! E a verdade, verdade que a tortura, verdade que sempre mata, por mais pura que seja.                  O que fazes aí sentada vendo seu amor partir? O que fazes aí parada vendo sua vida esvair? O que fazes e porque fazes? O que dói, o que te destrói? Pode responder, porque a partir de hoje não vivo sem respostas. Quando suas lagrimas caem qual é a sensação? Porque age tão friamente? Porque esconde o medo? E o sorriso porque o guarda tão longe? Aonde quer ir, aonde quer chegar?                       Quando me olho no espelho, vejo alguém com marcas inesquecíveis, maturidade o suficiente, conhecimento em constante formação. As pedras que trago na mão é só uma questão de defesa, não quero cair de novo, e levantar sem armas para batalha, servem-me para que eu possa apenas assustar o inimigo, e quando choro é só para colocar o mal que me consome para fora, a dor é só um estado da mente, ela é medicável, a amargura é porque o mel doce mel de menina já não habita mais no corpo de mulher.             Deixando que o amor vá embora sem que me machuque sem que me maltrate sem que me leve junto a seu lado. Minha vida esta aqui ainda, eu posso viver tão feliz quanto você. O que faço, faço com vontade agora o que faço isso depende de minha vontade.  Nada mais me dói tanto, nada me destrói. A sensação é quente é triste, é a única coisa da qual eu não posso fugir, não ajo fria apenas reajo com medo de mim, o medo é tão visível que sabe que sinto tanto. Ele não sente vontade de ser visto. Aonde quero chegar não sei por isso tanto faz onde estou vou para qualquer lugar.

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