Nas passadas da vida descobrimos que todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente, mas devemos saber que lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente. Deixamos de implorar, por coisas boas, apenas para esperarmos que elas cheguem, e aprendemos que o diabo pode citar as escrituras quando isso lhe convém, assim como as pessoas podem nos usar como objetos, cabe a nós mesmos decidir quem nos usará ou quem usaremos, descobrimos que amar, não significa posse. Descobrimos que mesmo sentindo dor é preferível agonizar a toda a hora sob a pena da morte, em vez de morrer de um só golpe, sem ao menos descobrir o que nos espera, pois a vida é a coisa mais especial que temos, aliás, é a única coisa que nos é dado sem poder ser totalmente tirado, ou até mesmo arrancado e talvez ao agonizar e implorar por tal, possa estar de volta!
A minha consciência tem milhares de vozes, e todas elas dizem que sou apenas um vilão condenado. Descobrimos que um fogo devora um outro fogo, assim como uma dor de angústia cura-se apenas com outra. Descobrimos que as coisas mais simples podem nos tornar feliz, e que isso não nos torna pequenos. Sabemos que o que sabemos é uma gota e ignoramos o oceano, que para aprender devemos admitir em primeiro lugar que de nada sabemos e nada somos.

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