Não sei de onde partiu tanta dor, dediquei tantos dias meus aos seus, abdiquei de tanta coisa, entrei nesta história de cabeça, sem medo de sofrer, perder, eu acreditei em você.Ontem esperei por você, só para uma explicação no mínimo convincente, algo que me acalmasse, um defeito, um erro, qualquer coisa, mas nada, você não me disse nada, não me deu uma desculpa suficientemente plausível.
Após horas de tanto choro dormi, pensei em como fui boba, eu me aperfeiçoei em amá-lo e você sabendo de tudo sobre a minha história fez promessas, e eu acreditei. O difícil não é terminar um relacionamento supostamente tão “curto” sem futuro, o duro é saber que eu montei um escudo durante dois anos, que um cara como você desmontou em tão pouco tempo.
Não sei se chorei pela dor do fim, ou a da ira, inveja. Todos são felizes, porque eu não? Eu errei tanto onde? O fato de não acreditar em Deus, não me faz fazer coisas más, pelo contrário eu não preciso de Deus, para fazer coisas boas.
Eu me enganei mesmo, quando eu era mais nova, ou melhor, materialista, “capitalista” pensava em adquirir riquezas, bens, morar em um palácio, é conto de fadas eu sei, mas quando eu pensava em você, nós eu só precisava de uma casinha que acolhesse nosso amor, aliás, o meu amor.
Acontece que eu nunca achei que sentimentos é algo descartável. Algo que vai e vem. Quando eu gosto, eu simplesmente gosto e nada me faz pensar diferente.
Eu sempre escolho o que é melhor para minha vida, eu sei o que eu quero, mas parece que o destino tem uma maneira no mínimo peculiar de dizer que eu não posso assumir um papel que é dele por direito, e me faz de peteca. E agora quando penso em tudo só consigo pensar no papel ridículo que eu fiz, amando você. O sofrimento só vai durar alguns dias, dias o suficiente para recuperações, depois eu faço questão de odiar ter reencontrado você.
Nenhum comentário:
Postar um comentário