Haiti
Mundo do pesadelo. “Há males que vem para o bem.”.
Hoje logo no café da manhã, vi uma reportagem do Haiti, desde o acidente, o tremor que atingiu sete gruas na escala de magnitude. Sismo localizado em Porto Príncipe 15 km da capital no dia 12 janeiro. O país, e os povos haitianos, sofreram, com tantas catástrofes naturais em meio aquela semana diversos terremotos aconteceram, disseram alguns repórteres que cobriram a tragédia que há certa altura do campeonato já haviam se acostumado com aquela situação, e que já nem corriam mais.
A cena do Haiti, ainda sim quase um ano após é avassaladora, depois de muitas buscas por informações, e mais e informações. Encontrei uma história, aliás, uma reportagem de Diego Escosteguy com fotos de Gilberto Tadday. Interessante até, no meio de tantas desgraças.
26/Janeiro de 2010.
Phapichue, o haitiano da foto acima, tem 18 anos, um par de óculos e nada para fazer. Ele mora em Cité Soleil, o favelão de Porto Príncipe, num barraco erguido sobre os escombros do terremoto. Como a maioria das pessoas por lá, acostumou-se à sede e à fome.
No entanto, quando conheci Phapichue, ao entardecer da última sexta- feira, ele não me pediu água, comida ou dinheiro. Pediu-me livros. “Eu estudava português”, ele me disse, ao descobrir que falava com um brasileiro. Estudava, no passado mesmo. A escola dele desabou.
Tentamos conversar em português. Phapichue sabia poucas palavras: “sim”, “não”, “obrigado”. Compreendia bem, mas se enrolava na hora de falar. Ele insistiu – queria livros. “É a primeira vez que vejo um estrangeiro aqui, que não seja militar. Cité Soleil é longe. A ajuda não chega”, argumentou.
Reparei que ele portava um tocador de MP3. Estranhei: “Se você tem dinheiro para comprar um desses, deve ter para comprar um livro”. Phapichue riu-se todo e disse, apontando para a engenhoca: “Achei esse aqui no lixo”. A risada sublinhava o óbvio: não se acha livros no lixo haitiano.
Expliquei que trouxera apenas dois livros para a viagem – e que, naturalmente, ele teria imensa dificuldade para conseguir lê-los. Phapichue assentiu. “Mas quando você voltar aqui, poderia trazer livros, não?”, ele arriscou. “Não sei se voltarei para cá”, eu disse.
Percebi que ele diminuía ao som das minhas palavras. Perguntei se poderia fazer algo. Phapichue parou, pensou por alguns instantes e respondeu: “Você não é jornalista? Conte o que está acontecendo aqui. Faça a ajuda chegar”.
“Em Porto Príncipe, os vivos dormem nas ruas; os mortos, nos escombros. Os números da catástrofe já parecem não fazer nenhum sentido. Foram 75.000 corpos lançados em fossas, mas quem os contou? Praticamente inexistente, o governo anuncia planos de transferir 400 000 desabrigados da capital para acampamentos organizados nas imediações da cidade destruída.”
Se quiser saber quanto mais eu li, e leio sobre o Haiti, mais impotente me sinto, afinal não há nada que eu possa fazer tão menos que possa doar a barbárie em que se encontra o Haiti, é assoladora. Percebi que tudo aqui, tudo é bom, quando houve a tragédia no Haiti, queimavam-se corpos, após um tempo o lugar não estava marcado por pessoas chorando, e sim se contrastava por pessoas lutando pelo mínimo possível. Até lixo que fosse, era motivo de mais guerrilhas entre esses povos.
O que mais me choca a cada reportagem lida, é a luta pela sobrevivência do povo haitiano e a semelhança com o povo brasileiro pela incrível gana e persistência. Em alguns relatos, dizem que nos primeiros dias como os soldados e outrem não iam em busca de sanar ou diminuir o problema a tragédia e problemas vinham até eles.
Estou me dando conta neste momento que a maior tragédia, não foi o sismo, ou as pessoas agonizando em baixo de rochas de puro concreto. A tragédia foi à segregação, que o exército fez, “Se você é diplomata, tem chances de ser encontrado. Se você é haitiano, fica para depois.” Não só o exercito que estava ali presente no momento da tragédia, estava ali presente para ajudar na tragédia, mas os exércitos de todo o mundo, que separam vidas classificando as como rica ou pobre. Todas as almas agonizavam naquele momento e nada se fez, quanto aos pobres.
Segundo, relatos de colunistas que cobriram a tragédia só podiam dizer que: “O país desmoronou”.
Estimativas, meras estimativas, é só o que parece caber na história do Haiti. Pessoas mortas, pessoas que agora vivem mecanicamente, só o que me restou foi esperar, esperar por dias melhores, esperar Robóticamente, que o Haiti, tenha sofrido toda essa desgraça, para vir por dias melhores. Vendo tantas doações, só posso indagar que nem todo dinheiro do mundo vai apagar, da memória, tamanha atrocidade.
Ps: Haiti ainda passa por um caos desesperado, onde fortes se enfrentam, fracos morrem, e mortos servem de alimento para fogueiras, se alguém puder ajudar esse povo, que o faça, porque hoje eu apenas pude ceder o meu tempo, dedicando-me a escrever, pedindo ajuda há este povo, que nem voz tem mais.
E vendo as condições, que antes viviam esse povo, talvez depois que tudo isso passar o mal tenha vindo para um melhor.

Infezlimente hoje mais que o Haiti o japão precisa de ajuda como você mesma disse eles ainda não estão acostumandos com tanta desçraça e o sofrimento esta rescente e ainda doi muito no peito de cada um. Pois ate a agua as crianças não podem tomar por estar contaminada, a exportação foi suspença por outros paises.. e agora como fica a economia do japão? um dos maiores exportadores não pode mais exportar por conter alimentos contaminados.
ResponderExcluirInfezlimente eu sou mais uma dessas pessoas que nada pode fazer para ajudar nenhum dos dois paises. Infelizmente...