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About me


About me.

Eu nem sempre posso dizer muito, porque a vida me torna critica até mesmo nos erros da pronuncia, me transformou em alguém frígido, cálido, com nenhum sentimento possível, com medo de chorar com medo de sofrer, com medo de me magoar, com medo de ser feliz.
E                 por                            vai.
Nunca tive vontade de ouvir, nunca tive vontade de ser ouvida, nunca me senti só, nunca quis companhia, nunca tive vontade de falar, nunca tive alguém que escutasse.
Na verdade nunca soube escolher pessoas que pudessem fazer essas coisas suficientemente “bem” nunca quis colocar meu braço a torcer, e permaneço, e permanecerei assim talvez a vida toda. Acostumei-me a habituar-me em qualquer situação, a receber as melhores coisas possíveis, e piores também.
Sempre busco por felicidade alegria, um contexto harmônico. Na verdade uma melodia. É tudo tão simples e tão complexo, nunca quis ser objeto, e mesmo assim não obtive sucesso. Coloquei-me em situações vergonhosas que nem sempre pude tirar boas experiências e menos ainda conclusões. Tudo que desejo, desejo inconscientemente, e para não desejar não penso, logo morro todos os dias. Sofro de mal de nada de existência, e de perplexo da aparência.
A Neve é branda, gélida, triste, cálida, suave, invisível. A neve é uma cópia de mim. Lá fora faz tanto frio, mas não tanto quanto no meu coração, vazio. Não há maneiras de diminuir a dor, nem de mudar, nada... Só rezo para ainda sim sentir dor, isso me faz sentir viva. Há quem acredite em milagres, há quem faça maldades, há quem não saiba dizer a inútil verdade. Espero ainda sim, chorar por motivos que valham à pena, rir apenas rir sonhando e clamando por dias melhores, e ser, ser toda essência, e nenhuma aparência.
Quando choro isso se choro, já não doem mais como antes, as lágrimas que caem petrificadas, em busca de espaço, fora do peito, que transbordam por EXISTIR. As lagrimas negras que caem, fazendo com que outras pessoas percebam a desesperança tamanha e que notem que sorrio sem motivos, mas escondo tudo o que sinto de verdade. E que por mais que em qualquer situação que eu chore eu permaneço sempre sentada, na verdade eu tenho vontade de quebrar metade do ambiente, deixando apenas um aspecto vago, doloroso, e sombrio assim como meu coração.  Impiedoso, tortuoso, por mais que eu tente nada que é pó, viram desenhos, ou obras de arte, nada que é lagrimas já secas retornam como fita de vídeo cassete, nada que é nada que sente nada, passa a sentir algo mesmo que queira. Nada como eu, pode ser alguém, tão bom quanto você. (...) Tão bom em ser inútil quanto você.  

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